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LÍNGUA DE TRAPO, PREMÊ E VELHAS VIRGENS JUNTOS
12/01/2011

LÍNGUA DE TRAPO, PREMÊ E VELHAS VIRGENS JUNTOS NO ESTÚDIO - VELHAS VIRGENS E CRÔNICAS Por Alexandre Cavalo Dias

24 de Novembro de 2010 @ 21:02 por alecavalo

VELHAS VIRGENS E CRÔNICAS

LÍNGUA DE TRAPO, PREMÊ E VELHAS VIRGENS JUNTOS NO ESTÚDIO

Falar de Língua de Trapo e Premê é voltar alguns anos na história da vanguarda musical de São Paulo. Mais precisamente o ano de 1979. Essa é a data que começa o Língua de Trapo com Laert e seus cúmplices dentro da Cásper Líbero e o mesmo ano da premiação do samba-de-breque Brigando na Lua com o segundo lugar no 1º Festival Universitário de Música Popular Brasileira do, então, Premeditando o Breque. Língua e Premê, como são conhecidos hoje, fizeram parte de um núcleo muito especial da música paulistana junto com Arrigo Barnabé, Rumo, Itamar e toda uma galera que fazia do Lira Paulistana o reduto de artistas inteligentes e independentes nos fins dos anos 70 e 80.
Já no começo da década de 80 acompanhei as duas bandas por incontáveis e memoráveis shows. Iam das loucuras de Laert e Pituco atá a orquestra de cavaquinhos do Premê ou sinfonia para lista telefônica. Sempre com um humor, considerado por muitos, subversivo naquele final de ditadura, tocavam para platéias que acreditavam na música e no humor como forma de dinamitar a morimbunda ditadura.
Resumindo a ópera, sou fã pra caralho das duas bandas e, junto com Joelho de Porco, Ultraje a Rigor e Camisa de Vênus, são as maiores influências para as Velhas Virgens. Quando o Laert (Língua) e o Wandi (Premê), toparam participar do cd de carnaval das Velhas em homenagem a São Paulo fiquei emocionado. Iria gravar com os caras que me fizeram conhecer a vanguarda paulista. Eles abriram as portas para que eu ouvisse coisas do Itamar Assumpção ou o Clara Crocodilo do Arrigo, e tantos outros (anos depois seria palco do rock e punk dos anos 80).
O Paulão trouxe os dois ao estúdio e chegaram muito bem humorados contando piadas e se divertindo com a coisa toda. Dois caras que ajudaram a fazer um pedaço dos mais interessantes da história musical no Brasil estavam ali no estúdio com as Velhas Virgens, tomando umas com a gente, contando histórias e gravando nossas músicas. Simplesmente sensacional.
O Wandi gravou primeiro a ótima “Feijoada no Estadão”, música do Paulão que tem um dos refrões mais chicletes do disco:
“Só me resta uma salvação
É feijoada na madruga
É feijoada no Estadão!”
Não só cantou como interpretou com seu jeitão muito paulistano de falar. Nem preciso dizer que quem estava no estúdio adorou.
Depois vei o Laert e cantou a, já gravada, “Nos bares da Vila Madalena”. Essa é uma parceria que Paulão e eu fizemos. Ele na letra, refrão e eu dando uma força na melodia. Outro refrão pra ficar nos anais de Velhas Virgens:
“Vou procurar meu novo amor
Nos bares da Vila Madalena
Sem diploma, por favor
Mulher bunduda e burra vale mais a pena”
E Laert mandou aquela voz empostada à moda antiga que ele faz tão bem na Rádio Matraca (USP FM há 25 anos no ar). Perfeito.
Depois tomamos mais umas cervas maravilhosas que o Paulão fez a gentileza de trazer e voltamos pra casa. Nós com uma incrível sensação de sonho realizado. Quanto a Laert e Wandi esperamos que eles tenham se divertido com essas Velhas! Vieram e fizeram um trabalho maravilhoso que não tem preço para nós! Obrigado Wandy e Laert!

Velhas02 - Velhas02
Wandi, Paulão, Laert, Cavalo e Paulo Anhaia

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