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Velhas Virgens e Crônicas      -
  Ah, esses fãs!

Tem fã que não se enxerga e vai metendo o bedelho onde não é chamado. Quem já assistiu à versão ao vivo do clipe de I Can’t Get No (Satisfaction), dos Rolling Stones, se diverte quando vê o guitarrista Keith Richards chutando um fã intrometido que resolveu subir no palco. “Lugar de fã é na platéia. Palco é para os músicos. Não admito que invadam meu local de trabalho”, declarou Richards na época.

“Fomos tocar em Francisco Beltrão, no Paraná, e estávamos no camarim tomando tranqüilamente nossa cerveja. Do nada, aparecem duas mocinhas desconhecidas e apetitosas. Todo mundo olha para analisar o material e a primeira coisa que elas fazem é reclamar: ‘Mas que camarim pobre. Não tem uísque.’”

Alguém chamou a segurança para levá-las. Parece que as meninas estavam um pouco mal-acostumadas.

Além dos fãs folgados, as Velhas Virgens contam com uma parcela considerável de admiradores que não conhecem direito o rosto dos integrantes da banda.

“Esse negócio de não saberem quem é a gente é interessante”, diz Cavalo. “Fomos tocar em Matão. Eu estava junto com o Paulão e o Caio e resolvemos dar uma volta pelos arredores do local onde seria o show. Já tinha uma fila formada pra comprar ingresso. Quando passamos pela bilheteria, alguém comentou: ‘Olha os caras das Velhas Virgens ali!’”

Incrédulo, um acompanhante dessa pessoa responde: “Você acha? Esse magrelo, esse velho e esse moleque são das Velhas Virgens? Nem a pau!”

De longe, o mais sacaneado com as questões de idade nas Velhas Virgens é o vocalista Paulão. Além de ser o mais velho das Velhas, ele resolveu parar de pintar o cabelo e assumir os fios grisalhos. Isso porque ele ainda não tem nem 40 anos. “Em um show que fizemos na Bahia, um segurança olhava para o Paulo no palco e dizia com aquele sotaque: ‘Esse velho é louco.’ O Marquinhos ouviu, contou para a gente e nós começamos a aloprar o Paulão”, conta Lips.

Para ele, entretanto, o roquenrow rejuvenesce as pessoas. “A idade avança, mas a gente nem sente. Somos jovens por dentro. O Caio sempre teve cara de moleque, o Cavalo não aparenta a idade avançada que tem. Por aí vai”, diz Lips. “Seria muito legal ter uma poção mágica que te fizesse rejuvenescer apenas por fazer algo que gosta, independente de ser música, teatro, esporte”, viaja ele.

Em outra oportunidade, uma pessoa entra no ônibus das Velhas Virgens em pleno interior de São Paulo em busca do “vocalista”. Paulão dá um passo à frente e se apresenta como o vocalista.

 “Não, não é você. Eu conheço a banda”, diz o suposto especialista em Velhas Virgens. “O vocalista é esse aqui.” E apontou para o Lips.

“Não tinha santo que fizesse o cara acreditar que o Paulão era o Paulão e o Lips era o Lips. Ou melhor: que o Paulão era o vocalista e o Lips era o baterista”, indigna-se Caio. “Depois abraçou o Marquinhos e disse: ‘Eu lembro de você tocando no Centro Cultural.’ Mas o meu irmão era roadie e acho que nem estava com a gente nas vezes em que tocamos lá. Vai entender esses caras”, lamenta.

“Teve ainda um outro cara que ficava rodando pela frente do palco e chamava pelo Lips no meio do show. Tinha apenas um problema: ele não sabia quem era o Lips. Chegou na minha frente e me chamou de Lips. Depois chamou o Paulo, o Cavalo e o Tuca, achando que eles eram o Lips. Aí o Tuca apontou pra bateria e falou: ‘Aquele é o Lips.’ Depois não vimos mais o cara. Ele não esperou pelo fim do show, provavelmente.”

Mas não é só a equipe dos músicos que se diverte com essas situações. O pessoal da técnica não deixa por menos. “O som da banda é muito conhecido, mas o rosto do pessoal ainda não é. Em virtude disso, o pessoal da técnica se aproveita da situação”, admite Zé, um fiel roadie das Velhas Virgens.

“Às vezes vamos tocar num lugar distante e alguém pergunta: ‘Você é das Velhas Virgens?’ E eu cordialmente respondo: ‘Sou!’ Primeiro, ninguém pergunta o que eu sou na banda. Segundo, a banda é uma família, então não tem erro”, argumenta ele tentando afastar a culpa por algumas travessuras.

“Certa vez, o pessoal foi tocar em um lugar perto de Foz do Iguaçu. Descemos ônibus, saímos pra almoçar e depois fomos jogar sinuca. Duas moças de repente se aproximam e eu estava lá com um colega da técnica. Essa pessoa então atravessa a rua e fala alguma coisa no ouvido da moça. Não sei o que foi, mas em um piscar de olhos, numa fração de segundos, ele já estava lá, atracado com a mulher. Surpreendente”, diz Zé, contando o milagre sem revelar o santo.

“Duas horas depois, aproximam-se mais duas meninas lindas. Conversa vai, conversa vem, a mesma pessoa vira e pede: Zé, me casa com ela?”

Assumindo a posição de santo casamenteiro, Zé inicia a cerimônia:

“Pelo poderes a mim concedidos, eu vos declaro marido e mulher.”

“Posso beijar a noiva?”

“Pode, claro.”

E atracaram-se em um beijo sem fim. “Aquele beijo não acabava mais. Foram uns cinco minutos sugando aquela moça maravilhosa. Em duas horas na cidade, essa pessoa chegou e, com o rótulo Velhas Virgens, beijou duas mulheres maravilhosas. Depois do show, teve até problema, pois as duas foram e ele precisava driblá-las. A solução, nada convencional, foi ficar com uma terceira. Mas depois optou por uma das outras duas”, relata Zé, impressionado com o poder da marca.

 
 

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